A gente olha para aquela criança com o caderno aberto, os olhos perdidos na janela, o lápis parado — e já sabe: tem alguma coisa ali que não é só preguiça ou distração. E, sinceramente, quem nunca quis escapar um pouco do mundo quando ele parece demais?
A escola, com tudo que tem de bonito, também é um ambiente que exige. Provas, tarefas, comparações, ansiedade (deles e nossa). E no meio disso tudo, a gente precisa lembrar que aluno não é só desempenho, é sentimento também.
📚 O peso que nem sempre aparece no boletim
Crianças e adolescentes estão lidando com muitas coisas ao mesmo tempo: mudanças no corpo, nas amizades, cobranças em casa, redes sociais, medos, expectativas. Às vezes, a pressão por boas notas é só a pontinha do iceberg.
Sabe aquele aluno que fica nervoso antes das provas e parece que "esqueceu tudo"? Ou aquele que vira motivo de piada porque "chora por qualquer coisa"? Pois é. São sinais. E a gente, que está ali todo dia, pode fazer uma grande diferença.
🌿 O que a gente pode fazer — de verdade
Não dá pra resolver tudo, mas dá pra começar com o que é possível. Aqui vão práticas simples (e reais!) que podem ajudar:
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Comece perguntando “Como você está?” — e escute de verdade.
Às vezes, eles só precisam de alguém que não esteja com pressa de corrigir ou cobrar. -
Crie momentos de pausa.
Uma música calma, uma respiração guiada de 2 minutinhos, um "tempo do silêncio" antes da prova. Parece pouco, mas muda o clima. -
Dê valor ao esforço, não só ao resultado.
Um elogio por ter tentado, por ter melhorado, por ter sido gentil — isso reforça a autoestima. -
Evite comparações entre os alunos.
Eles já se comparam sozinhos. O nosso papel é mostrar que cada um tem seu ritmo e seu valor. -
Acolha sem precisar ter todas as respostas.
Às vezes, só dizer "eu entendo que está difícil" já é um alívio enorme pra quem está lutando por dentro.
👀 E os sinais de alerta?
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Mudança repentina de comportamento (mais quieto, mais agitado, mais agressivo)
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Queixas frequentes de dor de cabeça, cansaço ou insônia
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Desinteresse por tudo, inclusive o que antes dava prazer
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Choro fácil, baixa autoestima, falas de desânimo com a vida
Se notar isso com frequência, vale acionar a equipe pedagógica e, se possível, sugerir apoio psicológico. Você não precisa carregar isso sozinha — a escola precisa funcionar como rede.
💛 No fim, o que todo aluno quer é se sentir visto
Mais do que boletins azuis, eles querem saber que importam. E isso, você já faz, com cada abraço apertado, com cada "vai dar tudo certo", com cada vez que segura o seu próprio cansaço pra estar ali por eles.
A saúde mental dos nossos alunos também passa pelo nosso olhar. E cuidar disso é, sim, um ato pedagógico.
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