Vamos começar com uma verdade que parece piada, mas não é: tem dia que o único adulto da sala precisa de um adulto.
E esse adulto é você.
Entre planos de aula, papéis para corrigir, mãe no WhatsApp 22h e criança que chora porque o lápis “não está apontado direito” (sim, isso já aconteceu), o seu emocional vai pedindo socorro… baixinho, no começo. Até que um dia ele grita.
A questão é: quem cuida de quem cuida?
😩 O cansaço que não passa com uma soneca
Ser professor cansa de um jeito que não é só físico. É mental, emocional, existencial. É um cansaço que você tenta resolver com café, mas que no fundo está pedindo paz, respeito e um tempinho só seu.
E a gente não tá aqui pra romantizar esgotamento, não.
Tá na hora de lembrar: você é humano. Não é varinha mágica, não é aplicativo, não é super-herói com correção automática de boletim.
💡 Então, como manter a sanidade no meio da pedagogia do caos?
Calma, não vamos sugerir um spa em Bali (mas se alguém quiser bancar, a gente aceita).
Aqui vai o que dá pra fazer com o que se tem:
✔️ Defina limites com carinho — mas com firmeza.
O horário de almoço não é momento de plantão psicológico com colega, nem de responder mensagem de pai. Respeite sua pausa. Todo mundo sobrevive 30 minutos sem você. Juro.
✔️ Tenha um ritual que diga “o expediente acabou”.
Trocar de roupa, ouvir uma música, tomar um banho mais demorado, acender uma vela — qualquer coisa que avise pro seu cérebro: “acabou, prof, desliga o modo reunião”.
✔️ Procure seus pares.
Conversar com outro professor é tipo terapia com legenda. Só quem vive entende. Rir das tragédias cotidianas (com respeito, claro) ajuda a desarmar a tensão.
✔️ Inclua micromomentos de prazer no dia.
Uma comida que você ama, uma caminhada, cinco minutos em silêncio, um episódio daquela série bobinha. Isso não é luxo, é sobrevivência.
✔️ Peça ajuda.
E aqui vai a parte difícil: você não precisa dar conta de tudo sozinha. Procure apoio. Psicólogo, médico, coordenação — o que for possível. Sua saúde mental vale mais do que o mural organizado.
💛 No fim das contas...
Você ensina a seus alunos que sentir é normal, que errar é parte do processo, que ninguém precisa ser perfeito.
Então por que exigir de si mesma uma performance impossível?
Cuidar de você também é parte do plano de aula.
E pode confiar: uma professora emocionalmente saudável transforma qualquer sala de aula num lugar mais leve — até na semana de provas.
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